segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

Memórias da Meia Noite


Comecei 2010 de uma maneira um pouco diferente.
Quando tocaram as doze badaladas que anunciavam o fim de um ano que, para mim, foi maravilhoso e cheio de alegrias e o início de uma nova etapa na minha vida que poderia mudar-me e mudar tudo o que já criei ou apenas prolongar o que fiz com esforço e dedicação, pensei em tudo o que foi a minha vida até aquele momento.
Como tinha sido feliz, como tinha usufruído de momentos únicos e não tinha dado por nada, como tinha amizades que já duravam 12 anos, como tinha crescido intelectualmente, como a minha maneira de pensar tinha evoluído, como os meus sentimentos estavam mais esculturados, como muita coisa tinha mudado.
Só nesses 12 segundos é que me dei conta de que era uma sortuda.
Tinha vivido a minha infância de uma maneira tão entusiástica mas não me dei conta disso.
Só pensava em crescer, ter corpo de mulher, puder usar lipgloss escuro e ter a possibilidade de sair à noite. Mas agora vejo que a minha infância foi que me moldou, que me fez o que sou agora.
Os meus amigos, que já me acompanham à 12 anos, são o meu suporte para ultrapassar os problemas de uma maneira mais tranquila e, por vezes, dou por mim à noite, no meio de um acampamento frio, a rever os momentos que tivemos desde que éramos pequeninos. São esses momentos que me fazem feliz, ainda hoje. Se não os tivesse não tinha o brilho nos olhos que tenho. Se não tivesse tido a oportunidade de viver esses momentos nesta altura da minha vida, não tinha o que falar até às tantas da madrugada com os meus fiéis amigos, porque não os tinha.
A amizade infantil faz parte de mim e está apenas adormecida mas à noite acorda e revela-se, moldando o meu coração à sua tese de sentimentos que me permitem ser feliz.
Faz-me acreditar que posso voar, que posso sonhar e alcançar o infinito da minha imaginação. Faz-me acreditar em mim!


Meia noite, à luz da lua, caderno molhado

2 comentários:

  1. Ta lindo o texto ;O
    AMO-TE COM TUDO DE MIM (L)

    ResponderEliminar
  2. Há dias em que choramos em silêncio a pensar em tudo o que temos e ao que nem sempre sabemos dar valor. Ás vezes perdemos o melhor que temos à nossa volta por puro egoísmo. Damos pouco valor ao tanto que nos faz feliz. Mas o importante é que quando damos, damos em grandes quantidades e tentamos remediar o tempo em que não o fazemos.

    Os amigos são os nossos pilares, mas só quando são realmente verdadeiros (:

    Escreves muito bem , parabéns :D

    ResponderEliminar