quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

Preto.


Lá estava eu, sozinha no meio daquele quarto escuro, grande e vazio...
Tentava, com todas as minhas forças, levantar-me daquele chão frio e deslavado mas não conseguia. Por mais que tentasse, não havia maneira de me conseguir libertar daquela solidão tão dolorosa e assustadora.
Soava, chorava e gritava mas de nada valia, só me cansava ainda mais. Tinha a sençação de que estava sozinha no Mundo pois, por mais que gritasse, ninguém me ouvia.
Estava a sofucar do meu próprio desespero. Precisava urgentemente de ir lá para fora, respirar aquele ar puro, tocar nas folhas, ver o céu, sonhar com a felicidade.
Naquele quarto escuro, só pensava em morrer, só pensava em despareçer e onde a felicidade é impossivel de alcaçar.
Passava os dias gritar por AJUDA, a chorar por amor, a dormir por morte.
Calculava que o meu corpo parecesse um cadáver, pois quando lhe tocava só sentia ossos. Era normal, pois já não comia à dias ...
Ansiava por abraçar e beijar alguém, sentir o respirar dessa pessoa e a sençação de sentir o seu toque quente e calmante na minha pele lívida e fria.
Era como se eu já estivesse morta, morta para o Mundo.
Tentava parar o meu coração, arrancá-lo às vezes, para que assim o sofrimento acabasse, a minha vida acabasse, mas ele insistia em bater. E a cada batia, o meu corpo contraía-se pois era mais um milésimo de segundo de dor na minha pobre vida, se é que se pode chmar vida.
Será que era tão dificil concretizar um sonho como o este: Querer partir para um lugar melhor, para onde tivesse a opurtunidade de sonharm, de talvez ser feliz, de sorrir?
Por mais que pense não consigo achar o poder do meu olhar!

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