segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010

Olhar*


Sentia-me sozinha, perdida naquele amplo hall cheio de pessoas desconhecidas e insignificantes. Não me podia agarrar a ninguém, não podia falar com ninguém. Era uma desconhecida no meio daquele aglomerado de pessoas.
Caminhava sem rumo, sempre em frente com os olhos pousados no chão cinzento e de aspecto frio, até que embati em um corpo duro, musculado ... Obriguei-me a olhar para cima e a primeira coisa que encontrei foi uns olhos azuis e brilhantes a fitarem-me. Perdi-me naquela imensidão de beleza e pureza mergulhada num segundo de prazer profundo. Ao fitar aqueles olhos fui embrulhada numa corrente eléctrica de prazer relaxando o meu corpo que, até aquele momento, estava duro e rijo.
A partir daquele momento já não me sentia uma desconhecida, aquele lugar já nao era desconheçido.
Tinha encontrado, finalmente, o meu lugar no mundo!

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